A Marcha das Galdérias não é bem o que o título diz – é uma forma de protesto
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A primeira Slutwalk aconteceu em Toronto. Foto: Anton BielousovPelo direito a que uma mulher possa ser ela própria sem que seja rotulada de provocadora, realiza-se no sábado a primeira Marcha das Galdérias do Porto, que pretende repudiar a violência de género.
O percurso, com começo marcado para as 22h30, vai da Cordoaria até à Praça dos Poveiros, passando pelas Galerias de Paris e pela Avenida dos Aliados, e tem como objectivo, segundo um comunicado da organização, demonstrar indignação “contra a culpabilização que as mulheres continuam a sofrer enquanto vítimas de agressão sexual e contra a desresponsabilização do agressor”.
À semelhança de outras marchas já realizadas, a começar pela de Toronto que deu início ao fenómeno global denominado por SlutWalk, depois de um polícia ter dito que as mulheres deviam evitar vestir-se como “galdérias” para não serem vítimas de ataques sexuais, o propósito é apelar à “consciência social e ao direito à autodeterminação sexual”, o que se traduz, na prática, pela “liberdade de poder sair à noite no Porto sem ser chateada”, diz Carmo Pereira, da organização.
“Que possa ser eu sem ser uma provocadora. Que possa ter o meu discurso sobre o meu corpo sem ser ao serviço de mais ninguém, que não de mim própria. E acho que é preciso consciencializar as pessoas disso”, explica Carmo Pereira, apelando a que as pessoas participem na marcha, com a denominação que entenderem.
A organização do evento passou, em grande parte, pelo Facebook, onde o grupo respeitante à SlutWalk portuense contava, às 20h desta quinta-feira, com 190 membros, “com práticas e identidades sexuais, actividades profissionais e origens culturais, sociais e geográficas diversas, vinculadas a este objectivo comum”, segundo o comunicado do evento.
Tal como as restantes marchas deste cariz, “a marcha portuense centra-se na denúncia da violência de género e no combate ao discurso machista que objectifica o corpo das mulheres como uma provocação que justifica a agressão”.
No sábado, várias outras marchas terão lugar, um pouco por todo o mundo, de Berlim a Washington. Em Junho, já aconteceu uma iniciativa deste género em Lisboa.
Porto24
Este sábado, 13 de Agosto, vai ser organizado o SlutWalk Porto. Este evento surge para mostrar a revolta de um grupo de cidadãos contra a culpabilização das mulheres quando são vítimas de agressão sexual.


